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sábado, 30 de junho de 2012

As Três Letrinhas

A historinha que você vai ler agora é para todas as mães.
Disponibilizada assim, sem arte-final, ainda no roteiro, especialmente para o 'Dia das Mães'.
Não que ela tenha sido encomendada ou programada.
Ela simplesmente surgiu...
De uma sementinha.. crescida...
Como agradecimento, saudade à sua,
e uma homenagem à todas as mães.
Um Feliz Dia das Mães.
Paulo Back ( Maio de 2010 )  



Para ler em tamanho normal, clique aqui http://www.monica.com.br/historias-antologicas/maes/welcome.htm

sábado, 9 de junho de 2012

TG Entrevista o roteirista da Turma da Mônica Paulo Back

Não escondo de ninguém que sou APAIXONADO por História em Quadrinhos (HQ). Minha predileção no mundo artístico é assim... Tudo representado por figuras, com ou sem balões de fala, dentro de quadros que contam uma história.

Foto: Arquivo de Paulo Back
O entrevistado de hoje tem TUDO a ver com HQs e com GATOS!

Paulo Back! Roteirista e quadrinista dos Estúdios Maurício de Sousa. Isso mesmo! Aquele da Turma da Mônica que você sempre lê!

Um outro motivo para trazermos essa entrevista, é para comemorarmos o lançamento do livro MSP Novos 50. É o terceiro livro do projeto MSP 50, que começou em 2009, para homenagear os 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa e será uma das grandes atrações da Bienal do Livro que começa hoje no Rio!

O livro traz histórias de vários artistas representando, em seu próprio estilo, os personagens de Mauricio de Sousa nessa bela homenagem em forma de arte!

Além do mundo dos quadrinhos, Paulo Back é um artista completo! Mostra diariamente em redes sociais que tem grande afinidade com a música e outras formas de arte.

Agora, para ficarem fãs DE VERDADE do cara: Ele é um legítimo "Cat Lover" e defensor dos animais.

Confira a entrevista!


Tudo Gato: Paulo, tem pessoas que falam que "homem de verdade gosta é de cachorro"! Como um cara, roqueiro como você, começa a gostar de gatos?

Paulo Back: Não vejo porque. Gatos são independentes, caçadores, noturnos e mandões. Tem coisa mais roqueira do que essa?
Na verdade não sei de onde vem essa fábula de que homem gosta de cachorro e mulher de gato. É bobagem. Acho que a postura está mudando. Assim como na Europa e EUA, os gatos começam a tomar o lugar dos cães. Pessoas passam a viver em apartamento, não tem tanto tempo nem disponibilidade para agradar um bicho. Gatos se adaptam a esse tipo de vida. Cachorros necessitam de mais trabalho e atenção.


TG: Assim como você, muitos artistas e escritores preferem os gatos. Como é o caso de John Lennon, Laerte, Ferreira Gullar entre outros. Por que os artistas atribuem a preferência por gatos ao seu trabalho?

Paulo Back: Não sei... será a aura de mistério? Cachorros são esportistas, gatos são artistas. Acho que é por aí. Enquanto cães pedem atenção, o gato se contenta em ficar na mesa, olhando vc trabalhar, e de vez em quando dá um cabeçada ou tenta roubar o seu lápis.


TG: No twitter, nos disse que fazia roteiros para as histórias do Mingau, gatinho da Magali. Isso tem a ver com sua convivência com gatos? Faz histórias de outros personagens também?

Paulo Back: Sim. O Mingau é o 'gato' por excelência. Já sofria inspirações e aspirações dos gatos de casa. Mesmo quando tinha só um. Daí minha mulher, que adora gatos também, começou a trazer filhotes pra casa e hoje temos uma coleção de gatos. O temperamento do Mingau é o de um felino. Não é um personagem humanizado. Tanto que ele sabe o que a Magali diz, mas Magali 'tenta' adivinhar o seu diálogo. Acho que tudo que tem num gato, também está no Mingau, inclusive a teimosia e o exibicionismo.
Quanto aos outros personagens, sim. Temos que fazer historias de todos. Captar a essência e características de cada um. Alguns já vêm prontos, outros ajudamos a desenvolver, de acordo com a experiência de cada um. Mas tudo passa pela mão do Mauricio. Ele lê todos os roteiros, faz reuniões e assinala para onde devemos ir. Ele é o pai dos personagens.



TG: Nos disse também que já ilustrou diversas histórias. Conta pra gente como é isso nos Estúdios do Maurício de Sousa! Cada artista desenha um personagem ou há uma "rotatividade"? Quais histórias já ilustrou?

Paulo Back: Alguns sim, mas não foi um trabalho de ilustração como os desenhistas e arte finalistas fazem. Eu simplesmente dou uma capricada no desenho do roteiro, e de acordo com a aprovação do Mauricio, ele indica que o desenho deve pular a etapa final e ir direto para a cor. Ou seja, o desenho do roteiro é publicado do jeito original.
Uma que saiu do jeito que foi desenhada, foi a historinha 'O Lobisomem', que saiu ha poucos meses. Teve uma coloração nos moldes europeus e causou um certo burburinho por aí, ja que fugiu completamente do estilo da casa.
Mas outras têm também o meu desenho, na maioria dinossauros, bichos, heróis... que não sejam os personagens da casa, pois estes os desenhistas e arte finalistas é que dominam a técnica.


TG: Você tem personagens próprios?

Mingau boneco e Mingau 'real'.
Paulo Back: Tinha quando era criança. Hoje o mundo gira em cima dos personagens do Mauricio. Somos ( roteiristas ) as babás dos personagens do Mauricio. Responsabilidade grande.


TG: Você tem quantos gatos? Qual o nome deles?

Paulo Back: Vários... Some have gone and some remain. Yule, Ganesh, Vishnu, Krishna, Gaya, Kali, Brahma, Mina, Sabbat e Lune. Nos deixaram Wicca, Shiva, Samhein e Githa... ( minha esposa sempre coloca apelidos engraçados, então muitos a gente acaba nem chamando mais pelos nomes )


TG: Poderia relatar alguma situação muito engraçada que tenha vivido com seus bichanos?!

Paulo Back: Putz. São tantas. A maioria sempre acaba virando historinha do Mingau, como a hora da atacação. Saem correndo pela casa levando tudo junto. Tem os sustos. Teve um que levou uma picada de abelha no beiço, um que vomitou na cabeça do outro... Talvez a mais engraçada seja uma vez que estava sozinho em casa, tudo muito escuro e ouço uma voz tenebrosa me chamar... Pawwwllloooo.... Arrepiou os cabelinhos. Olhei para tras e não era fantasma nenhum... Era o Brahma, grunhindo porque ia vomitar. pawlllooooobrléeéé´...


TG: Várias vezes vemos manifestações suas a favor dos animais. Por que acha essa causa tão importante?

Paulo Back: São nossos vizinhos na terra. Dividimos o mesmo espaço. Merecem todo o nosso respeito. Não há porque tratar um animal como objeto ou algo criado para nos servir. Sentem frio, sede, fome... E principalmente dor. É cruel ver como os tratamos sem sensibilidade alguma.


TG: Finalizando! Manda uma mensagem para nossos leitores e seus novos fãs! Muito obrigado Paulo!


Paulo Back: Não deixem a crinança interior morrer nunca. Trabalhem como adultos, mas vivam como crianças.


Paulo Back é um cara extremamente carismático e nos deixou explodindo de felicidade ao aceitar nosso convite para esta entrevista.

Acompanhe o Paulo Back no twitter @pauloback

Esperamos que tenham gostado! Comentem aí!



Abraços a todos!
Laurence Esgalha
http://www.tudogato.com/2011/09/tg-entrevista-o-roteirista-da-turma-da.html

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mariana, a irmã do Chico Bento

Chico Bento é um dos tantos personagens de Mauricio de Sousa que dispensa apresentações. Apesar de não estampar tantos produtos e merchandising como o quarteto Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, é inegavelmente uma das figuras de maior apelo junto aos leitores. E até já causou polêmica por causa do seu caipirês: durante muito tempo, muitos "letrados" insistiram em afirmar que suas falas influenciariam mal a criançada. Bobagem. Seu universo é cheio de personagens simpáticos. Basta ler...

...um único gibi do Chico para se afeiçoar a eles: seu primo bobinho Zé Lelé, seus amigos Hiro e Zé da Roça, sua namorada Rosinha, a professora Marocas, o dono das goiabas Nhô Lau... E tantos outros.

Mas existe algo muito especial, que muitos leitores desconhecem. Chico teve uma irmãzinha! É realmente difícil não sentir um nozinho na garganta ao ler a singela história que mostra o nascimento de Mariana, que se foi ainda bebê! Um evento raríssimo de ser mostrado em gibis infantis, senão único. Uma Estrelinha Chamada Mariana foi publicada pela primeira vez em CHICO BENTO #87 (Editora Globo, mai/90).




Somente 15 anos depois voltou-se à personagem. Em junho de 2005, O Presente de uma Estrelinha foi a capa de CHICO BENTO #449. Dois gibis imperdíveis para fãs e colecionadores do Chico.

E não dá para deixar passar em branco: fato mais que raro nas HQs de Mauricio de Sousa, ambas historinhas dão crédito a seus criadores. Uma Estrelinha Chamada Mariana tem argumento de Rubens Kiyomura. Já O Presente de uma Estrelinha é creditada a Paulo Back. Grande conhecedor da trajetória da turminha, Paulo é também quem escreve os textos cheios de curiosidades da COLEÇÃO HISTÓRICA, além de manter um site muito bacana, o Revista da Mônica.




Leia Uma Estrelinha Chamada Mariana aqui, no site oficial da Turma. E aqui, sua continuação.


     


Por Rivaldo Ribeiro    :: postado originalmente em 29/abr/09 :: TOP 10 PLANETA GIBI ::

sábado, 2 de junho de 2012

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O ROTEIRISTA PAULO BACK


O blog HQTMJ invadiu a Maurício de Sousa Produções e além de entrevistar a Equipe da Turma Jovem, entrevistamos um Roteirista da Turma Pequena, é... o HQTMJ está se superando.
Essa será uma Grande entrevista, todas as perguntas e respostas não foram alteradas ao nosso gosto, e o Paulo Back (o entrevistado), nos garantiu total confiança.
E veja a entrevista: 

*******
HQTMJ: Desde a sua infância você gosta da Turma? já imaginou em trabalhar na MSP como trabalha?
PAULO: Olá.  Comecei a ler a TM desde quando era criança, mas eu peguei a fase clássica da Turminha. Pelo que eu lembro, eu conheci a Mônica e Jotalhão através da Televisão, nas propagandas do extrato de tomate.. ou das tirinhas que saiam nos jornais. Mas quando vi o primeiro gibi da Mônica, eu já devia conhece-la. Quanto a trabalhar na MSP, qual criança ou qual adulto que não curte HQs não sonha trabalhar lá e/ou conhecer o Mauricio de Sousa ( ainda mais trocar figurinhas com ele ? ) Acho que é um sonho realizado.

HQTMJ: De onde você tira inspiração para elaborar as histórias da turma? 
PAULO: Do dia a dia, de experiencias da infância, da experiência como adulto, de um desenho na tv, de uma matéria de revista, de uma conversa , de uma sugestão, de uma outra história.. são várias as fontes...Como o Mauricio já me disse... fazer roteiros é como tirar água de uma fonte, só que quanto mais você tira, mais água ela terá. Se vc parar de tirar.. ela seca.

HQTMJ: Já chegou a redesenhar alguma história da turma antiga? trazendo para a versão dele mais novos?
PAULO:Redesenhar uma história antiga? Não.. isso não. O que acontece é usarmos um determinado personagem antigo e 'traze-lo' para os dias atuais, dando uma modernizada, ou lembrar de algum outro meio esquecido, ou trazer a tona o tema de uma antiga historia, mas refazer uma história com traços atuais não.. Isso não é o perfil do estúdio e na minha opinião, o que o que já foi feito, não deve ser mexido. É arte que representa um momento.

HQTMJ: Como você conseguiu ser um roteirista e chegar ao lado do Maurício? estudou muito?
PAULO: Sim, estudei muito. Li muito gibi :D.... Acho que o caminho é esse. Ler os gibis da turma. Coloquei um material que eu tinha embaixo do braço, e por intermédio de um amigo, conheci o Mauricio. Na verdade, que queria ser desenhista do estudio, mas lá ele sugeriu que eu continuasse a fazer roteiros...

HQTMJ: Li um dos boxes da Coleção Histórica da Turma da Mônica e vejo que em cada revista há textos de sua autoria falando sobre a turma. Como que é voltar ao passado e escrever esses textos?
PAULO: É ótimo. No nivel pessoal é o resgate da infância, e no nivel profissional, é a oportunidade de remexer naquele material antigo que é ouro puro. Até hoje me sinto honrado pelo convite do Mauricio e pelo espaço numa coleção tão importante como esta. Sinto-me lisongeado.

HQTMJ: Você se inspira das suas aventuras como criança, para elaborar as histórias da turma?
PAULO: Muito. Eu sempre acho que é  'pensar como criança e trabalhar como adulto'. 

HQTMJ: Você trabalha somente com a Turma da Mônica ou já escreveu algum roteiro para a turma jovem? 
Quer saber a resposta? não perca amanhã a segunda e última parte dessa entrevista. 
HQTMJ: Você trabalha somente com a Turma da Mônica ou já escreveu algum roteiro para a turma jovem?
PAULO: Não. mas leio bastante os gibis. A TMJovem conta com uma equipe já muito bem gabaritada e especialista no assunto. Não ouso mexer.. Eu e demais roteiristas ficamos com a Turma da Mônica 'velha' :P

HQTMJ: Se você pudesse ser um personagem da turma pequena quem você seria?
PAULO: Naquele que eu estou fazendo história. A história perfeita é aquela em que o roteirista é apenas uma ponte entre o personagem e a folha de papel. Se eu estou fazendo um historia do Cebolinha, eu tento pensar com o Cebolinha. Se faço da Tina.. tento pensar como a Tina.. é esquisito, mas é por aí.


HQTMJ: Você costuma visitar os blogs que falam sobre a revista? O que você acha deles? 
PAULO: Muito bem construídos e diversificados. Fico impressionado quanto a quantidade e profissionalismo dos blogs. Sem dúvida nenhuma a Turma da Mônica Jovem abraçou uma geração blogueira que nunca tinhamos visto antes. Estão todos de parabéns.

HQTMJ: Quantos Roteiristas trabalham na MSP, contando com você? 
PAULO: Acho que o número fica entre 12 ou 13. Varia muito. Nas reuniões sempre tem roteiristas que estão ha muito tempo e vez em quando aparecem novos.  Como estamos 'espalhados' por varias cidades, é dificil encontrar todos na empresa ao mesmo tempo a não ser por algum motivo especial, como uma reunião.


HQTMJ: Já pensou em levar a era digital (internet) para a vida do Chico bento? Seria uma história? Que tal?
PAULO: Isso acontece vez ou outra. O primo Zeca ( o primo da cidade ) é o oposto do Chico Bento. O menino é conectado e são várias as historias que tocam no assunto. Houve também um personagem que apareceu pouco nas historias. É um anjinho da guarda chamado Gabriel, que foi parar por engano na Vila Abobrinha e passou a ser o guardião do Chico Bento. Ele não larga o computador e acha que tudo deve ser feito com a ajuda dele, sob os comandos celestiais de de Ctrl Alt Del.
HQTMJ: Quais são as revistas que você elabora o roteiro, só da turma, outras ou especiais da turma, ou todas da Turma da Mônica?
PAULO: Com exceção da TMJovem e do Saiba Mais, acho que todas as revistas de linha...

HQTMJ: Para finalizar, dê algumas dicas para quem quer seguir essa carreira de roteirista e chegar onde você está: trabalhando com o Maurício de Sousa.
PAULO: "Leia muito os gibis, não desista do sonho NUNCA e e não abandone a criança que vive dentro de você..
A minha criança interior ainda fica com as 'pernas bambas' quando encontra o Mauricio : )"

*******
Lindo final não, essa mensagem que o Paulo deixou para nós, que osnhamos trabalhar na MSP...

E aqui termina a nossa entrevista, agradeço a participação do Roteirista Paulo Back e de você caro internauta e visitante do blog HQTMJ, que vive conosco as emoções das novidades.

Como mérito desse grande Homem, gostaria que você que acompanhou a entrevista pudesse deixar seu comentário aqui no blog, e que em seu twitter: publicasse um gesto de carinho para ele. basta seguir esse exemplo:
@hqtmj (Sua mensagem) #EntrevistaPauloBack 
eu rou dar Rt's em todos.
 Se preferir siga o paulo no twitter o seu profile é: @PauloBack.

Em breve... novas novidades para vocês, e o blog HQTMJ continua a todo vapor!
http://www.hqtmj.com.br/search?q=paulo+back&submit=Procurar

sexta-feira, 1 de junho de 2012

; [NEWS] ENTREVISTA COM PAULO BACK

23/03/11  

SEJAM BEM VINDOS, NOTÍCIAS ATUALIZADA POR MIM!

Hoje, com o Aniversário de 3 Anos do HQMônica, o dia está repleto de surpresas. Confira agora uma entrevista exclusiva que fizemos com o Paulo Back, o roteirista da Turma da Mônica. Veja:

HQMônica: Como você acabou se tornando um roteirista da Turma da Mônica?
Paulo Back: Era sonho de criança. Desde menino sonhava em trabalhar no estudio. Lia muito os gibis e quando via alguma matéria ou reportagem mostrando o estudio, com aquele monte de gente nas pranchetas, de cabeça baixa e rabiscando, sempre me imaginava lá. Por várias ocasiões pintou um contato com o Mauricio através de um amigo aqui, outro ali mas nunca rolava nada ( era antes da internet, claro ), até que um dia, através de um contato, fui no estudio e levei todo o material que eu tinha debaixo do braço. O Mauricio me atendeu super bem e sugeriu que eu fizesse roteiros. Foi um tiro no escuro para mim, pois não tinha experiencia nenhuma. Foi aí que eu usei todas as lembranças e memória da minha infância. Abracei a oportunidade. No início não foi fácil, mas mesmo assim, ainda sinto que tenho muito que aprender. Cada dia é diferente do outro.

HQMônica: Quais são as dificuldades que você enfrenta para escrever os seus roteiros para a Maurício de Sousa Produções?
Paulo Back: Tempo.. ou a falta dele. O dia devia ter umas 30 horas para dar tempo de fazer tudo que a gente quer. As vezes alguma idéia demora a aparecer na cabeça, e quando aparece, já se foi um bom pedaço do dia. Não acredito que a falta de inspiração ou idéia para uma história seja uma grande ‘dificuldade’. Basta sentar.. que ela vem. As vezes demora.. mas vem.

HQMônica: Você, como todos podem ver através do Twitter, é um grande fã dos Beatles. Você já fez ou planeja fazer alguma história em homenagem ou parecida com eles?
Paulo Back: Ih.. ja teve várias. Desde o início do gibi da Mônica os Beatles já apareciam em um quadrinho ou outro. Ultimamente o grupo aparecer em várias aventuras. Mas nem todas foram minhas como ‘Paul is Dead’ ‘Paul in Roça’ e ‘Os Bidus’. Fiz algumas como ‘Beatles no Parque’, ‘Os Garotos do Limoeiro’.. e quando dá, é inserido um ou outro quadrinho de referencia (como nas historias do Louco).
Importante lembrar que o Mauricio quase fez dos Beatles personagens de quadrinhos. Anos atrás ele pensou no projeto ‘Beatles Kids’, que seria John, Paul, George e Ringo como crianças. O projeto passou pela mão dos 3 Beatles na época e pela Yoko Ono. Um deles vetou.. ninguém sabe quem … (eu apenas suspeito..)

HQMônica: Como você escreve os seus roteiros? De onde surge sua inspiração? Você se baseia em outras fontes para escrever os seus roteiros?
Paulo Back: Vem de lembranças da Infância ou até como adulto, de conversas, sugestões, revistas, filmes, tvs, musicas.. tudo pode virar historia. Mas o mais importante é mergulhar no personagem. Quando isso é bem feito, o próprio personagem faz a historia pelas mãos do roteirista.. o roteirista vira uma ponte entre o personagem e o papel. No fundo eu acredito que os personagens existam.. em uma outra dimensão, claro. Possuem tanta personalidade que é como aquele cantor ou ator famoso que você tem contato pela internet ou revista, mas nunca o viu pessoalmente. não são ‘palpáveis’, mas estão lá metafisicamente.

HQMônica: Você também ajuda no processo de produção das capas dos gibis? Porque?
Paulo Back: Sim, quando é necessário. O roteirista também faz as capas das revistas para passar a idéia aos desenhistas. Geralmente a capa de uma revista de linha é feita pelo roteirista responsável pela historia de abertura. Mesmo assim, também tem as capas dos almanaques, livros, etc.

HQMônica: Qual sua história que você escreveu você mais gostou? E a história que você escreveu que não gostou? Porque?
Paulo Back: Gostei muito da volta da irmã do Chico Bento, que virou estrelinha, a Mariana. Gosto mais das historias em que coloco mais emoção. Não é sempre que consigo, mas as vezes pinta isso. Também curto a do Penadinho com o Michael Jackson, da Amizade ( que até virou corrente na internet ), da madame que usava casaco de peles e vai para o cemitério do penadinho, das mães…, do aniversário do Mauricio de sousa.. são muitas. dificil de enumerar.
Quanto a que não gostei, são várias, mas não foram publicadas, pois se eu não gostei, nem cheguei a mandar para o Mauricio analisar. As vezes uma historinha até pode sair aquem do que imaginei, mas não mandaria uma historia que eu acreditasse ser ‘ruim’ só por mandar… Temos que ter a nossa própria ‘peneira’

HQMônica: Você planeja as histórias em grupo, com os outros roteiristas, ou você planeja tudo sozinho?
Paulo Back: As vezes a idéia vem do próprio Mauricio, daí ele telefona, ou passa email, daí eu desenvolvo em cima do que ele falou. Datas especiais também sugerem historias, como Natal, aniversario, etc. Mas apesar dos roteiristas trabalharem separados, cada um na sua mesa, na sua casa ou na sua cidade, todos estão conectados, pois todos recebemos as historias dos outros, então sabemos o que cada um faz ou cria.. Uma idéia de um roteirista pode gerar uma historia em sequencia para outro.

HQMônica: Você pode dizer algum plano novo para a Turma da Mônica neste ano de 2011?
Paulo Back: Existem vários, em toda reunião somos ‘atualiz\ados’ ,mas só o Mauricio, ou a assessoria, podem divulga-los. Um bom jeito de saber de tudo instantaneamente é fazer um perfil no twitter. Lá rola de tudo, inclusive as novidades em primeira mão pelo Mauricio. Muita coisa eu acabo sabendo por lá :D

HQMônica: Você possuí uma banda chamada “Get Back”. Você acha que esta banda deu a origem a atual banda da Turma da Mônica Jovem?
Paulo Back: A banda da TMJ foi criada pelo Mauricio e Alice Takeda, ja que um dos filhos do casal, o Do Contra, é músico. A idéia é deles.

HQMônica: Para terminar a entrevista, mande um recado para seus fãs, fãs da Turma da Mônica Jovem e os visitantes do HQMônica.
Paulo Back: Obrigado gente, em nome do Mauricio e equipe agradeço pelo sucesso da Turma da Mônica Jovem e valeu por acompanhar por todos esses anos as revistas de linha da Turma da Mônica. Muitos Pafs Pofs e Cluncs!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

1º Monicontro na Gibiteca de Curitiba - 2008

Como foi: 1º Monicontro na Gibiteca de Curitiba (PR)Por Mylle Silva
28/05/2008


Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e toda a turma criada por Mauricio de Sousa encanta crianças de todas as idades há décadas. E alguns fãs, movidos pela admiração aos gibis da turminha, resolveram promover um evento nos moldes dos que são feitos por fãs de HQs ou de Mangás. O 1º Monicontro (divulgado aqui) aconteceu dia 24 de maio, no Solar do Barão, em Curitiba, das 14h às 19h. Na sala Scabi aconteceu a abertura do evento e logo em seguida iniciou-se a palestra com Marcos Vaz, criador de vários personagens institucionais, tais como Umuaraminha, Curitibinha, Paranazinho e Brasilzinho. Vez contou um pouco sobre seu trabalho e como a Turma da Mônica influenciou sua carreira como desenhista. Já a segunda palestra foi com o desenhista Alberto Bennet, que publica tiras na Gazeta do Povo, jornal de maior circulação do Paraná. Bennet relatou sobre como é ser um caricaturista político.
A terceira e última palestra foi com o desenhista e roteirista Flávio Teixeira, que há 18 anos cria histórias para os gibis da Turma, juntamente com Paulo Back, também presente no evento. Teixeira é um grande fã de Star Wars e sua palestra foi sobre a presença da série nos gibis de Mauricio de Sousa. Ele conta que a expressão “Tauó”, presente em várias histórias publicadas, surgiu de um vendedor do bairro da Liberdade, em São Paulo. “Ele dizia que os bonecos de ‘Tauó’ tinha chegado, mas a gente não sabia o que era ‘Tauó’. (...) Depois descobrimos que ele queria dizer Star Wars.” No final de sua palestra Teixeira fez duas homenagens: uma a Andre Losso, um dos organizadores do evento, e outra a Paulo Back.
Foi feito um intervalo no qual os visitantes puderam comprar e trocar gibis, além de ver os desenhos e gibis antigos expostos no pátio da Gibiteca. Às 17h aconteceu o Quizz dos Monicólatras e logo após o Concurso de Fantasias. O vencedor foi Bruno, que estava fantasiado de Rolo e, entre outras coisas, ganhou um desenho exclusivo do Mauricio de Sousa como premiação.

domingo, 6 de maio de 2012

Entrevista com Paulo Back ( b.l.o.g.)



Entrevista com Paulo Back



Eu gosto de diversas coisas, mas algumas mais do que outras, e existem três que estão entre as minhas cinco preferidas: música, quadrinhos e escrever. Alguns meses atrás, a Denise entrou em contato comigo, disse que estava começando uma revista e perguntou se eu queria escrever uma coluna de música para a mesma. E, com isso, eu comecei a minha participação na Revista Young.

Falar sobre música é uma coisa que eu gosto, e como a revista é sobre educação, resolvi falar sobre a influência dela nas profissões. Na primeira edição decidi ir pelo caminho mais fácil e entrevistar alguém que fez faculdade de música, no caso a Larissa. Após, tentei ir para caminhos menos óbvios e, nestas, via Twitter, eu cheguei ao Paulo Back.

Músico e roteirista das histórias da Turma da Mônica, achei que poderia ser uma entrevista interessante, então entrei em contato com ele, via Emerson Abreu, e perguntei sobra entrevista, a qual ele se prontificou a me responder. Mandei as perguntas e ele me retornou as respostas.

Aí eu tive uma 'problema', o espaço que eu tenho na revista é bem menor do que a entrevista, de forma que tive que editá-la. Porém, era uma pena eu 'perder' todo aquela conteúdo, de forma que decidi publicá-la aqui, neste blog, integralmente.

Aqui vai ela:

Qual seu nome e sua profissão?

Paulo Back - Roteirista e Músico.

Trabalha nesta profissão a quanto tempo?

Como Roteirista, ha 15 anos, como Músico ha mais tempo, desde que entrei para a primeira banda.

Como foi seu início de carreira? Como você chegou nesta carreira?

Já era um sonho que eu tinha desde criança trabalhar com historia em quadrinhos. No Brasil existiam dois grandes nomes: Disney e Mauricio de Sousa. Acabei fazendo arquitetura na UFSC, me formei e trabalhei algum tempo com isso, dividindo com a Música. Chegou uma hora que resolvi abraçar o meu sonho de criança, coloquei uma pilha de desenhos embaixo do braço e fui falar com o Mauricio de Sousa. No fim ele acabou gostando das historias que levei e comecei de leve, caprichando no desenho e aprendendo algumas manhas dos roteiros.

Qual a importância da música na tua vida pessoal e profissional?

A música está sempre presente, ou tocando lá no fundo, enquanto trabalho, ou grudada nos pensamentos, assobiando. É tão importante quanto os desenhos. A Música me proporcionou grandes momentos, experiências, abriu portas, conheci pessoas e lugares. Com a banda já gravei alguns discos e fizemos um grande retorno há um ano, também tive outra banda de covers para tocar em lugares pequenos, bares e festas.

Qual o personagem da Turma que você mais gosta de desenhar?

Olha, costumo dizer que é aquele personagem que estou trabalhando naquele momento. O próprio Mauricio diz que quando ele faz uma história, ele incorpora o personagem. É esquisito isso, porque acho que a idéia segue por aí. Você se sente o personagem, que no fundo existe dentro de cada pessoa. O roteirista é apenas uma ponte entre o personagem e o papel. Eu gosto demais de dar vida aos personagens 'secundários', dar características marcantes a eles, deixá-los um pouquinho mais em evidência. Adoro a vidinha simples do Chico Bento, a infância no bairro da turminha, os papos 'humanos' do Bidu e sua turma.... mas provavelmente, se é para eu escolher um xodó, talvez eu fique com o Mingau, o gato da Magali.

Como funciona o teu processo criativo?

Para falar a verdade, não sei. Eu me obrigo a cumprir a minha cota de páginas, e mesmo não pintando nenhuma inspiração eu faço alguma coisa. Se ficou ruim, paciência, coloco na gaveta e num belo dia de sol eu dou uma olhada para ver se dá para salvar a idéia ou não. Aí folheio alguma revista, releio alguma historinha, penso num personagem, e aí vai.
E há aqueles dias que parece que paira um anjo sobre a cabeça. Pode ser o Anjinho, a Mônica ou o Jotalhão. Tanto faz. Aí então é o personagem que faz a história, não eu. O próprio Mauricio diz que muitas vezes a historia vem por si só. Então nós somos um instrumento, Numa ponta o roteirista, e em outra o personagem. No meio existe o Mauricio, pois para uma historia ficar boa, temos que pensar como ele.

Você criou algumas histórias baseadas ou em homenagens à músicos. Quais foram eles?

Foram várias sim. Das últimas cito a homenagem ao Michael Jackson, que foi divulgada ainda no rascunho pela internet e ganhou uma edição especial. Houve também uma referencia à Madonna, Amy Winehouse, Lady Gaga e B-52´s numa das últimas revistas da Mônica. Dos Beatles já fiz várias, como a turminha imitando os garotos, Beatles no parque, e tantas outras. Na época dos Mamonas Assassinas fiz uma paródia com a turminha, que acabou saindo depois do fim do grupo, e acabou sendo uma homenagem. Teve também U2, Rita Lee, The Cure, Elvis, e algumas outras com Michael Jackson (ele foi uma referencia e tanto para as historinhas)
E vale lembrar que Mauricio de Sousa criou o personagem cadeirante Luca, em homenagem ao Herbert Viana. Tanto que o apelido do personagem é 'Paralaminha'.

Você é um grande fã dos Beatles, a historia "Paul is Dead", que homenageia a banda, é tua?

Infelizmente não, pois gostaria de tê-la feito. Tanto esta como 'Paul in Roça' com Chico Bento, foram de outros roteiristas, na época que estava entrando no estúdio. Mesmo antes disso, Mauricio tinha um projeto de lançar personagens baseados nos Beatles, Beatles 4 Kids. Era algo muito bem estudado e estruturado, mas uma das quatro partes ( dos 3 Beatles na época, mais Yoko ) vetou. Ninguém sabe qual foi. Pena. Não peguei esse processo, pois foi anterior a minha entrada no estúdio, mas acho que adoraria estar envolvido nisso.

Poucos dias depois da morte de Michael Jackson, o storyboard de uma história homenagem já estava na internet. Como foi desenvolver essa história num tempo tão curto?

Bom, foi um choque para todo mundo. Eu mesmo dizia por aí que o Michael Jackson não ia durar muito, mas quando soube da morte dele fiquei estarrecido também. Soube só tarde da noite por um programa, achava que era brincadeira, só quando me toquei que era verdade, caiu a ficha.
Como anos atrás já havia feito uma pequena homenagem numa historia do Penadinho, onde a turma do cemitério invade um estúdio de gravação e se fazer passar pelos monstros de 'Thriller', pensei na mesma hora em fazer uma continuação.
No outro dia de manhã, rabisquei a historia e fiz o rascunho até o meio da tarde. Enviei para o Mauricio o roteiro, como todos fazem.
Surpresa a minha quando vi, no inicio da noite, a história sendo mostrada a todos na internet, pelo twitter do Mauricio.
No fundo foi uma grande honra, pois foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Uma historia foi disponibilizada apenas no roteiro, sem acabamento e sem arte final. O Mauricio achou melhor mostrá-la dessa forma para homenagear o astro, já que, menos de 24 horas depois, o mundo estava bastante comovido. A historinha ganhou blogs, jornais, TV, dessa forma. De uma maneira triste, foi uma ação feliz. Foi espontânea..

Existe algum músico que você tenha vontade de inserir numa história ou homenagear e que ainda não pode?

Muitos, mas alguns a maioria dos leitores não devem conhecer, já que são crianças.
Dos músicos que gosto, já coloquei os que citei acima, mas as vezes, por uma nova 'mania' ou 'moda', eu colo um ou outro que não curto e torço o nariz. Na época do Tchan, por exemplo, usei as dançarinas numa historinha, apesar de não gostar da música nem do estilo, mas respeito quem gosta.

Você tem algum projeto profissional que não tenha realizado?

Gostaria de trabalhar com animação, já que faço desenhos também. Mas como algumas historinhas já foram e continuam sendo adaptadas para os cine-gibis, me sinto realizado nessa parte.. Gostaria de fazer algo relacionado ao bem estar dos animais, e tento passar alguma mensagem nas historinhas também. Na musica me considero realizado assim como nas HQs, Nem tudo que faço eu gosto, sempre acho que poderia fazer maior (geralmente no dia seguinte de finalizar e entregar). É sempre bom almejar um degrauzinho a mais. De resto, outras coisas que gosto, bonsais, aquarismo, coleções, figuras, pinturas, as tenho como hobby, isso é, quando sobra um tempinho. Tudo almejando o bem estar do espírito e da paz

http://radociou.blogspot.com/2009/11/eu-gosto-de-diversas-coisas-mas-algumas.html

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Penadinho: Em dia de jogo cadê a bola?

Mais uma maravilha que Maurício divulgou essa noite!
História ainda em fase de produção (falta as cores, arte final...) desenhada pelo Paulo Back.
Confira!
( Este roteiro foi postado no twitter por Mauricio durante a copa de 2010 )

terça-feira, 1 de maio de 2012

Entrevista com Paulo Back - MSP Agosto 2012

Paulo Back
50 anos – trabalha na MSP desde 1994

O que você faz aqui na MSP?

Eu cheguei em 1994, época que os funcionários do estúdio só trabalhavam no prédio da MSP. Eu vim para fazer desenho, mas em uma conversa com o Mauricio, ele disse

que o meu negócio era fazer roteiro. Então, eu já tinha saído de Florianópolis para morar em São Paulo, mas achamos que para fazer roteiro não precisava estar no estúdio. Podia fazer de casa, biblioteca, de qualquer lugar! Mandava por fax e mantinha uma reunião uma vez por mês na MSP. Naquela época, eu era o único de fora de São Paulo. Mas hoje, a maioria dos roteiristas não trabalha na cidade. Temos roteiristas desde Porto Alegre até Manaus! Então, desde 94 eu faço roteiros. Além disso, já tive desenhos aproveitados para revistas e escrevo o texto das edições históricas. Aliás, essa coleção era um antigo sonho meu: ver as edições antigas republicadas. Então, fiz um blog comentando as várias revistas antigas que coleciono. Sei que o Mauricio viu e gostou. Logo depois, foram lançadas as caixas com a coleção histórica e o Mauricio veio falar comigo para criar os textos dessas edições, tarefa que acolhi com muito carinho. É um trabalho que faço com o Sidney Gusman, responsável pela montagem e a edição.

Dizem por aí que você é um beatlemaníaco. Você conseguiu trazer essa sua paixão para os quadrinhos alguma vez?

Sim, várias vezes! Mas quando eu cheguei, já havia outras histórias com a banda. Sempre houve uma espécie de “namorinho” da Turma da Mônica com os Beatles. E sempre que eu posso, coloco alguma referência. Não só a eles, mas a outros famosos também. Houve até um projeto para lançar os Beatles Kids, mas não foi para frente porque foi vetado por um (ou uma) dos quatro. Como também sou músico, é fácil escrever sobre isso.

Você acha que essa interação do mundo real com o quadrinho é legal?

Eu acho sensacional. No caso de uma história com a Rita Lee, por exemplo, abriu uma porta de contato com ela! E com o Michael Jackson, aconteceu algo interessante. No dia em que ele faleceu, eu decidi fazer uma historinha em homenagem. Ela se passa com a Turma do Penadinho, que está esperando o Rei do Pop no cemitério, mas ele acaba indo para o céu. Fiz em uma noite e já mandei para o Mauricio. Foi a primeira vez que ele divulgou uma história sem estar pronta. Ele publicou o roteiro no Twitter e bombou! Saiu na televisão, muitos sites compartilharam etc. Depois ela saiu no gibi, em um especial do Michael Jackson.
Outra história recente explorou a adoção de um vira-lata, que sensibilizou muita gente, e com isso, alguns cachorros foram adotados – só por isso, já valeu. Além dessas, para meu orgulho, algumas historinhas se tornaram clássicas, por exemplo, Amizade, que volta e meia rola pela internet via email, animações, .ppt, e por aí vai.

Como é o seu processo de criar um roteiro?

Quando eu entrei, pensei: “Nossa, isso vai durar um mês! Nunca vou ter ideia suficiente para fazer várias histórias em 30 dias!”. Bem que o Mauricio me disse: “Criatividade é como um poço cheio de água. Quanto mais água você tira, mais água vem. Se você para de tirar água, ele seca”. Claro, tem dias mais inspirados, outros menos... Mas você se senta e sai alguma coisa. Para me inspirar, leio outros gibis, lembro de experiências da infância ou me concentro em características dos personagens... Uma história dá corda para outra. Acho que o trabalho de um roteirista é ser apenas uma ponte entre o personagem e o papel. Quando uma historia é realmente boa, o personagem a faz, ele “sopra” a ideia no meu ouvido. O roteirista apenas faz a parte mecânica: escreve o que ele diz.

Você tem mais afinidade com alguma Turma?

Gosto de todos universos clássicos. E escrever histórias do Mingau, por exemplo, é muito fácil para mim, já que tenho gatinhos em casa. Penadinho é um universo que gosto muito também, porque você pode zoar mais: pode esticar, bater, um esquema voltado mais para desenho animado. Todos os personagens do Mauricio são baseados em lembranças dele. Desde o Bidu, que foi um cachorro que ele teve, até a Tina, que foi na época da adolescência dos filhos dele. Quando você entende essa relação e a personalidade de cada um, facilita muito. Eu faço uma história por dia, tenho que saber escrever para todas as turmas!